Ataques cibernéticos no setor financeiro: como antecipar e neutralizar ameaças
- Teltec Data

- 8 de set. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 22 de jul.
O setor financeiro é um dos principais alvos de cibercriminosos. Em um cenário de ameaças crescentes, a cibersegurança se tornou um pilar essencial para garantir a continuidade, proteção de dados e credibilidade dos negócios. Confira!

O setor financeiro é um dos principais alvos de cibercriminosos, por lidar com um alto volume de transações digitais, dados sensíveis, grandes movimentações financeiras e uma rede ampla de integrações com fintechs e parceiros.
Em 2025, os ataques estão mais frequentes, sofisticados e difíceis de detectar. Não por acaso, segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2025, os bancos brasileiros vão investir R$ 47,8 bilhões em tecnologia neste ano — e a segurança cibernética está no topo das prioridades estratégicas.
Diante desse cenário, a cibersegurança deixou de ser apenas uma questão técnica e se tornou um pilar essencial para a continuidade e credibilidade do negócio no setor financeiro. Confira os principais tipos de ataque e saiba como se proteger!
Phishing
Esse tipo de ataque utiliza e-mails, SMS, ligações ou mensagens falsas em nome de instituições legítimas para enganar os usuários e induzi-los a revelar dados pessoais ou financeiros, como senhas, números de cartão e códigos de autenticação.
No setor financeiro, essas tentativas têm como alvo senhas, dados de cartão, códigos de autenticação e informações bancárias sensíveis. Um único clique em um link malicioso pode comprometer contas corporativas e pessoais, gerando prejuízos financeiros diretos e perdas de confiança do cliente.
Ransomware
O Ransomware é um tipo de malware que infecta o sistema, criptografa os arquivos e bloqueia o acesso a dados e servidores, exigindo um pagamento para a liberação. Normalmente, os ataques começam com um e-mail malicioso ou explorando vulnerabilidades em sistemas internos.
Em bancos e fintechs, esses ataques podem interromper operações essenciais, desde pagamentos até sistemas de atendimento digital, causando impacto financeiro direto e perdas de reputação.
Engenharia social
A engenharia social é o uso de técnicas de manipulação psicológica para enganar pessoas com o objetivo de obter informações sigilosas, induzir o clique em links maliciosos ou provocar ações que comprometam a segurança da organização.
Os criminosos podem se passar por colegas, fornecedores ou parceiros para enganar colaboradores e, assim, obter acesso a sistemas internos.
Ataques DDoS
Ataques DDoS sobrecarregam servidores com um grande volume de tráfego falso, impedindo o funcionamento normal de sites, sistemas ou aplicativos. Esse tipo de ataque pode tirar os serviços do ar por horas, afetar a experiência dos clientes, causar prejuízos financeiros e comprometer a reputação da empresa.
Malware
O malware é um software malicioso criado para infectar dispositivos e causar danos, roubo de dados ou controle não autorizado. Pode se espalhar por links, anexos, downloads ou sites falsos.
Ele atua de forma silenciosa, dificultando a detecção, e pode afetar tanto usuários comuns quanto empresas, comprometendo sistemas e informações sensíveis.
Cibersegurança como diferencial estratégico
É notório o quanto esses ataques podem comprometer o setor financeiro, provocando perda de dados sensíveis, interrupção de serviços bancários e canais digitais, prejuízos com fraudes ou resgates e danos a reputação da instituição com clientes e investidores e, possíveis penalidades legais e regulatórias.
No setor financeiro, proteger informações e garantir a continuidade operacional não é apenas uma questão técnica.
Portanto, instituições financeiras que investem em prevenção e detecção proativa ganham não apenas segurança, mas também confiança do mercado e vantagem competitiva.
Boas práticas para fortalecer a segurança do seu negócio
Diante desse cenário, é essencial antecipar e neutralizar essas ameaças por meio de boas práticas que fortaleçam a segurança da sua instituição, como:
Autenticação multifator (MFA): aumenta significativamente a proteção contra acessos não autorizados;
Monitoramento contínuo e detecção proativa: permite identificar ameaças antes que causem impactos críticos;
Treinamento e conscientização de colaboradores: humanos são a primeira linha de defesa e a grande porta de entrada para vulnerabilidades, portanto, é preciso criar cultura de segurança no negócio;
Políticas claras de segurança e resposta a incidentes: minimizam o tempo de reação e o impacto dos ataques;
Criptografia de ponta a ponta: garante que dados sensíveis permaneçam protegidos em trânsito e em repouso.
Parceria com fornecedores especializados: soluções avançadas e suporte externo com especialistas aceleram a mitigação e a recuperação de incidentes.
Cibersegurança deixou de ser apenas um requisito técnico para se tornar um pilar estratégico do setor financeiro. Investir em proteção, detecção e resposta rápida às ameaças digitais garante continuidade de serviços, confiança de clientes e investidores e evita prejuízos que podem comprometer a sustentabilidade do negócio.
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