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O desafio da segurança na era da IA: por que Zero Trust ganha ainda mais relevância

Foto do escritor: Teltec Data
Teltec Data
há 3 dias
3 min de leitura

A adoção de IA exige mais controle sobre dados, identidades e permissões para garantir segurança e conformidade.



A IA generativa está transformando a forma como as empresas executam seus processos internos. Por meio de recursos como busca semântica, copilots, agentes de IA e automação de tarefas, ela facilita o acesso às informações e apoia a tomada de decisões. Com isso, atividades que antes exigiam tempo e esforço podem ser realizadas de forma mais rápida e eficiente, impulsionando a produtividade.


Entretanto, esse avanço exige que as organizações revisitem a forma como gerenciam dados e acessos. Durante anos, a preocupação das empresas foi proteger aplicações, redes e infraestrutura. Agora, com a IA generativa, a proteção de dados ganha ainda mais relevância, já que informações armazenadas, compartilhadas e acessadas por pessoas, sistemas, agentes de IA e aplicações passam a circular de forma mais dinâmica dentro do ambiente corporativo.


Embora a IA generativa seja capaz de criar conteúdos, ela não cria permissões de acesso. Seu valor está em facilitar a localização, interpretação e utilização dos dados já existentes no ambiente corporativo. 


Com isso, permissões inadequadas e compartilhamentos excessivos tornam-se ainda mais críticos para a segurança, criando desafios para as organizações. Mas o que realmente muda no cenário de risco?


O que muda no cenário de risco? 


Dados compartilhados em excesso


Muitas informações ficam armazenadas e compartilhadas em plataformas como SharePoint, OneDrive, Teams e outros repositórios corporativos. Embora isso facilite a colaboração, também pode aumentar o acesso a conteúdos que deveriam estar restritos a determinados usuários ou equipes.


Permissões acumuladas ao longo do tempo


Ao longo do tempo, é comum que usuários acumulem acessos desnecessários devido a mudanças de função, projetos encerrados ou desligamentos.


Como a IA torna mais simples encontrar e consolidar informações, permissões excessivas que antes passavam despercebidas tornam-se mais visíveis e potencialmente mais exploráveis.


Dificuldade para controlar dados sensíveis


Nem sempre é fácil saber onde estão as informações mais sensíveis da empresa. Dados financeiros, informações pessoais, contratos e propriedade intelectual costumam ficar armazenados em diferentes sistemas e repositórios. Sem visibilidade e controles adequados, aumenta o risco de que esses dados sejam acessados por pessoas que não deveriam ter acesso a eles


Diante desse cenário, torna-se cada vez mais importante controlar quem pode acessar as informações, em quais condições e para qual finalidade. 


É nesse contexto que o modelo Zero Trust ganha relevância, ajudando as organizações a protegerem seus dados em um ambiente cada vez mais conectado e impulsionado por IA. Veja!


Onde entra o Zero Trust 


O Zero Trust parte do princípio de que nenhum usuário, dispositivo ou aplicação deve ser considerado confiável por padrão. Em vez de conceder acesso automaticamente, cada solicitação precisa ser validada com base na identidade do usuário, no contexto do acesso e no nível de risco envolvido.


Essa abordagem é baseada em três pilares: verificar explicitamente, aplicar o menor privilégio e assumir violação.


Assumir violação significa partir do princípio de que um incidente pode acontecer e, por isso, adotar mecanismos para detectar rapidamente atividades suspeitas e limitar o impacto de um eventual comprometimento.


Como preparar sua empresa para a IA


Antes de implementar soluções de IA, é importante garantir que dados, acessos e permissões estejam organizados e protegidos. Confira um checklist para preparar sua empresa para uma adoção segura de IA:


  • Revisar permissões de acesso;

  • Adotar princípios de menor privilégio;

  • Mapear dados sensíveis;

  • Implementar classificação de informações;

  • Revisar compartilhamentos;

  • Definir controles de proteção de dados (DLP e políticas de governança);

  • Avaliar a maturidade de Zero Trust;

  • Criar políticas para uso corporativo de IA;

  • Fortalecer os controles de identidade.


À medida que a IA se torna parte da rotina das empresas, a governança passa a ser requisito essencial para seu uso seguro. Organizações que adotam os princípios de Zero Trust estão mais preparadas para aproveitar os benefícios da IA, reduzindo riscos e mantendo o controle sobre suas informações.


Avalie o nível de maturidade da sua estratégia de Zero Trust e prepare sua organização para uma adoção segura e escalável de IA. Fale com nossos especialistas!

 
 
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